Definetely one of my favourite artists!
"PARA SER GRANDE, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive." Ricardo Reis
Tuesday, 19 January 2010
A praia do carioca começa na Lapa:
(tirado de um email que recebi com a resportagem) - Maravilhoso!
São 4h50 da madrugada na escura Rua do Senado, na Lapa. Até os mais renitentes boêmios já entregaram os pontos. Não se vê viva alma, a não ser em frente ao sobrado número 273, onde cerca de 50 pessoas aguardam a abertura da fábrica do tradicional biscoito de polvilho Globo. Daqui a algumas horas, o sol estará brilhando na orla, mas a praia do carioca nasce ali, na escura Rua do Senado.

O primeiro da fila chegou às 2h. Fausto Ferreira da Silva, 80 anos, compra biscoitos para vender na Praia do Leblon há oito, desde que deixou o emprego de cozinheiro num restaurante do Centro.
– O produto é bom! – empolga-se. – Esse biscoito é dinheiro em caixa. Criança de um ano já aponta o dedinho quando a gente passa – diz o vendedor, que paga R$ 25 por um saco de 50 unidades.

Pontualmente às 5h, um senhor franzino, de fala mansa mas articulada e segura, chega para abrir a fábrica. Milton Ponce segue essa rotina desde 1962, quando decidiu ampliar a produção da padaria Globo, em Botafogo. Paulista, ele chegara ao Rio em 1954, trazendo de uma panificação antiga do bairro do Ipiranga a fórmula que junta polvilho, ovos, leite, açúcar, sal, gordura hidrogenada e água.

– Muita gente pergunta por que não aumento a produção. Quase todos os dias, recebo propostas de franquia, mas isso aqui é como um bolo que você faz na sua casa. Segundo ele, sua maior satisfação é fornecer um meio de vida a milhares de pessoas que vendem o biscoito nas praias do Rio e pelas ruas da cidade.
- Muita gente aposentada ou desempregada vem aqui comprar o biscoito e sobrevive da venda.

Milton diz que o segredo do sucesso são seus funcionários – 18 no turno da manhã e quatro à tarde – que chegam a produzir 15 mil saquinhos com dez rosquinhas cada durante o verão.
– Tenho funcionários comigo a 42, 38, 35 anos. Aquele está aqui desde os 11 – conta, enquanto aponta para o forneiro Ednaldo Valdevino do Nascimento, 36.

Levado à fábrica por dois tios, ele acorda todos os dias às 3h20 para trabalhar.
– A carcaça já calejou com esse horário.
Mas quem mete mesmo a mão na massa é Jailton da Silva Cardoso, que exercita os músculos e a sensibilidade dos dedos para achar o ponto certo. Como não pode usar luvas, sua maior preocupação é com a higiene.

– Se colocar numa batedeira a massa queima porque não leva fermento – explica. – Já tentei usar luvas, mas elas impedem que eu saiba o ponto exato.
Milton brinca com a fidelidade dos funcionários.
– Tem uma senhora aqui que, se eu demitir, dá um jeito de entrar pelo telhado. A maioria das empresas erra quando troca os empregados que ganham mais. Eu valorizo essa equipe.
Seu calcanhar de aquiles é o empacotamento nos saquinhos de papel vendidos nas praias – os únicos que resistem à ação do sol.
– Já procuramos na Itália e na Alemanha, mas não existem máquinas para esse trabalho.
Ver empacotadores como William da Silva Torres atuando é um espetáculo. Numa velocidade tão grande que suas mãos desaparecem, ele enche um saco em menos de cinco segundos.

Apesar de não ser carioca, Milton já incorporou o espírito gozador e não liga para os apelidos de biscoito de vento ou "me engana que eu gosto":
– Devemos muito do nosso sucesso à essa irreverência.
São 4h50 da madrugada na escura Rua do Senado, na Lapa. Até os mais renitentes boêmios já entregaram os pontos. Não se vê viva alma, a não ser em frente ao sobrado número 273, onde cerca de 50 pessoas aguardam a abertura da fábrica do tradicional biscoito de polvilho Globo. Daqui a algumas horas, o sol estará brilhando na orla, mas a praia do carioca nasce ali, na escura Rua do Senado.

O primeiro da fila chegou às 2h. Fausto Ferreira da Silva, 80 anos, compra biscoitos para vender na Praia do Leblon há oito, desde que deixou o emprego de cozinheiro num restaurante do Centro.
– O produto é bom! – empolga-se. – Esse biscoito é dinheiro em caixa. Criança de um ano já aponta o dedinho quando a gente passa – diz o vendedor, que paga R$ 25 por um saco de 50 unidades.

Pontualmente às 5h, um senhor franzino, de fala mansa mas articulada e segura, chega para abrir a fábrica. Milton Ponce segue essa rotina desde 1962, quando decidiu ampliar a produção da padaria Globo, em Botafogo. Paulista, ele chegara ao Rio em 1954, trazendo de uma panificação antiga do bairro do Ipiranga a fórmula que junta polvilho, ovos, leite, açúcar, sal, gordura hidrogenada e água.

– Muita gente pergunta por que não aumento a produção. Quase todos os dias, recebo propostas de franquia, mas isso aqui é como um bolo que você faz na sua casa. Segundo ele, sua maior satisfação é fornecer um meio de vida a milhares de pessoas que vendem o biscoito nas praias do Rio e pelas ruas da cidade.
- Muita gente aposentada ou desempregada vem aqui comprar o biscoito e sobrevive da venda.

Milton diz que o segredo do sucesso são seus funcionários – 18 no turno da manhã e quatro à tarde – que chegam a produzir 15 mil saquinhos com dez rosquinhas cada durante o verão.
– Tenho funcionários comigo a 42, 38, 35 anos. Aquele está aqui desde os 11 – conta, enquanto aponta para o forneiro Ednaldo Valdevino do Nascimento, 36.

Levado à fábrica por dois tios, ele acorda todos os dias às 3h20 para trabalhar.
– A carcaça já calejou com esse horário.
Mas quem mete mesmo a mão na massa é Jailton da Silva Cardoso, que exercita os músculos e a sensibilidade dos dedos para achar o ponto certo. Como não pode usar luvas, sua maior preocupação é com a higiene.

– Se colocar numa batedeira a massa queima porque não leva fermento – explica. – Já tentei usar luvas, mas elas impedem que eu saiba o ponto exato.
Milton brinca com a fidelidade dos funcionários.
– Tem uma senhora aqui que, se eu demitir, dá um jeito de entrar pelo telhado. A maioria das empresas erra quando troca os empregados que ganham mais. Eu valorizo essa equipe.
Seu calcanhar de aquiles é o empacotamento nos saquinhos de papel vendidos nas praias – os únicos que resistem à ação do sol.
– Já procuramos na Itália e na Alemanha, mas não existem máquinas para esse trabalho.
Ver empacotadores como William da Silva Torres atuando é um espetáculo. Numa velocidade tão grande que suas mãos desaparecem, ele enche um saco em menos de cinco segundos.

Apesar de não ser carioca, Milton já incorporou o espírito gozador e não liga para os apelidos de biscoito de vento ou "me engana que eu gosto":
– Devemos muito do nosso sucesso à essa irreverência.
Saturday, 16 January 2010
Monday, 11 January 2010
Portugal approves Gay marriage - one step closer to progress!
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/casamento-gay-aprovado-com-votos-da-esquerda_1416871
Friday, 8 January 2010
Research Quotes VIII
Madame, all stories, if continued far enough, end in death, and he is no true story-teller who would keep that from you.
Ernest Hemingway – Death in the afternoon
Ernest Hemingway – Death in the afternoon
Thursday, 7 January 2010
2009 – a very small recap of the new stuff I did/learnt/experienced:
- Went to work in Marrakech for a nearly a month – a city I had never been to. I had my African debut.
- Got rid of my almost 7 year mobile and bought a new one.
- Experienced a real snow storm in London.
- Visited Boston, Yale and Harvard for the first time.
- Visited Rotterdam for the first time.
- Visited Brussels and Antwerp for the first time.
- Visited Cadaques and Salvador Dali’s Summer House for the first time.
- Visited St. Pol de Mar for the first time.
- Discovered that Porto is an amazing city!
- Enjoyed a week of summer in Algarve for the first time.
- Gave up Coca Cola on the 30th of July 2009 and hasn't drunk it since.
- After months of testing I was finally diagnosed with Sjogren Syndrome and have to learn how to live with it.
- Had my first group curated project – Photo 50.
- Crossed the English Channel by Ferry for the first time and got to know villages like Calais; Dunkerque and Dover in a very not appealing moment - when the Eurostars broke down.
- Experienced a whole new world of troublesome and worrying I had never known.
- Finally started reading and truly understanding the Palestinian struggle.
- Got rid of my almost 7 year mobile and bought a new one.
- Experienced a real snow storm in London.
- Visited Boston, Yale and Harvard for the first time.
- Visited Rotterdam for the first time.
- Visited Brussels and Antwerp for the first time.
- Visited Cadaques and Salvador Dali’s Summer House for the first time.
- Visited St. Pol de Mar for the first time.
- Discovered that Porto is an amazing city!
- Enjoyed a week of summer in Algarve for the first time.
- Gave up Coca Cola on the 30th of July 2009 and hasn't drunk it since.
- After months of testing I was finally diagnosed with Sjogren Syndrome and have to learn how to live with it.
- Had my first group curated project – Photo 50.
- Crossed the English Channel by Ferry for the first time and got to know villages like Calais; Dunkerque and Dover in a very not appealing moment - when the Eurostars broke down.
- Experienced a whole new world of troublesome and worrying I had never known.
- Finally started reading and truly understanding the Palestinian struggle.
Monday, 4 January 2010
L's Agenda/ December 2009
Exhibitions/Art Events:
Goncalo Sena and Chloe Brooks - The Mews Project Space
Alternative Risk Transfer – RAG Factory
Seb Patane - Maureen Paley
Klaus Weber - Herald St.
Hans-Peter Feldmann – Ancient & Modern
Stephen Sutcliffe – Cubitt Gallery
Ian Kiaer/ Comma 15 – Bloomberg Space
Dorothy Cross/ Comma 16 – Bloomberg Space
Phil Collins Soy/ Mi Madre – Victoria Miro Gallery
Visible Invisible: Against the Security of the Real, Cecily Brown, Hans Josephsohn, Shaun McDowell, Katy Moran and Maaike Schoorel – Parasol Unit
Raymond Pettibon – Sadie Coles
Damien Hirst: Nothing Matters – White Cube Mason Yard
Bob Law: A Restrospective – Thomas Dane
Lynda Benglis, Louise Bourgeois and Alina Szapocznikow: After Awkard Objects – Hauser & Wirth
Ulla von Brandenburg ‘Wagon Wheel’ – Pillar Corrias Gallery
Jon Thompson: Paintings from the Toronto Cycle – Anthony Reynolds
Stuart Haygarth – Haunch of Venison
Kendell Geers ‘A GUEST + A HOST = A GHOST’ – Stephen Friedman Gallery
Donald Judd – Simon Lee
Turner and the Masters – Tate Britain
Turner Prize – Tate Britain
Roger Hiorns Seizure – Art Angel Comission
Films:
I Love You Man – Directed by John Hamburg. With Paul Rudd, Rashida Jones and Jason Segel
Gran Torino – Directed by Clint Eastwood. With Clint Eastwood and Christopher Carley.
Wedding Date – Directed by Clare Kilner. With Debra Messing and Dermot Mulroney.
Californication – Series 3
Books:
Hollow Land – Eyal Weizman
Goncalo Sena and Chloe Brooks - The Mews Project Space
Alternative Risk Transfer – RAG Factory
Seb Patane - Maureen Paley
Klaus Weber - Herald St.
Hans-Peter Feldmann – Ancient & Modern
Stephen Sutcliffe – Cubitt Gallery
Ian Kiaer/ Comma 15 – Bloomberg Space
Dorothy Cross/ Comma 16 – Bloomberg Space
Phil Collins Soy/ Mi Madre – Victoria Miro Gallery
Visible Invisible: Against the Security of the Real, Cecily Brown, Hans Josephsohn, Shaun McDowell, Katy Moran and Maaike Schoorel – Parasol Unit
Raymond Pettibon – Sadie Coles
Damien Hirst: Nothing Matters – White Cube Mason Yard
Bob Law: A Restrospective – Thomas Dane
Lynda Benglis, Louise Bourgeois and Alina Szapocznikow: After Awkard Objects – Hauser & Wirth
Ulla von Brandenburg ‘Wagon Wheel’ – Pillar Corrias Gallery
Jon Thompson: Paintings from the Toronto Cycle – Anthony Reynolds
Stuart Haygarth – Haunch of Venison
Kendell Geers ‘A GUEST + A HOST = A GHOST’ – Stephen Friedman Gallery
Donald Judd – Simon Lee
Turner and the Masters – Tate Britain
Turner Prize – Tate Britain
Roger Hiorns Seizure – Art Angel Comission
Films:
I Love You Man – Directed by John Hamburg. With Paul Rudd, Rashida Jones and Jason Segel
Gran Torino – Directed by Clint Eastwood. With Clint Eastwood and Christopher Carley.
Wedding Date – Directed by Clare Kilner. With Debra Messing and Dermot Mulroney.
Californication – Series 3
Books:
Hollow Land – Eyal Weizman
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